IBGE: Piauí reduz analfabetismo, mas ainda tem a segunda maior taxa do Brasil




O Piauí registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do avanço, o estado ainda apresenta um dos piores indicadores do país e divide com Alagoas a maior taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais.

Segundo os dados da PNADC, 13,1% dos piauienses com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever. O índice representa uma redução de 3,1 pontos percentuais em relação a 2016, quando a pesquisa passou a monitorar esse indicador.

Foto: IBGE


Mesmo com a melhora, a taxa registrada no estado permanece 8,2 pontos percentuais acima da média nacional, que ficou em 4,9% em 2025.

Além do Piauí e de Alagoas, os maiores índices de analfabetismo do país foram registrados na Paraíba (11,6%), Ceará (11,1%) e Maranhão (10,9%). Na outra ponta, Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%) apresentaram as menores taxas.
Idosos concentram maior índice

Foto: IBGE


O levantamento mostra que a redução do analfabetismo ocorreu em praticamente todas as faixas etárias no Piauí. A única exceção foi a população com 60 anos ou mais, cuja taxa aumentou 2,2 pontos percentuais entre 2024 e 2025.

Nesse grupo, 35,2% dos idosos piauienses são analfabetos, o maior percentual entre todos os estados brasileiros. Já o Rio de Janeiro registrou o menor índice do país nessa faixa etária, com 4%.
Homens têm maior taxa de analfabetismo

Os dados também revelam que o analfabetismo continua sendo mais frequente entre os homens. Em 2025, a taxa entre a população masculina do Piauí chegou a 15%, enquanto entre as mulheres ficou em 11,3%.

O percentual registrado entre os homens é o maior do Brasil, à frente de Alagoas, que apresentou índice de 14%. Já entre as mulheres, o Piauí aparece com a segunda maior taxa de analfabetismo do país, atrás apenas de Alagoas, onde 12,3% da população feminina não sabe ler e escrever.

Nos estados com os melhores indicadores, Santa Catarina registrou a menor taxa de analfabetismo entre os homens (1,5%), enquanto o Rio de Janeiro apresentou o menor percentual entre as mulheres (1,6%).

Fonte: Cidade Verde 
Jornalista Filipe Germano

Jornalista DRT 0002288/PI, Historiador, pós-graduado e editor chefe do Portal São Miguel Agora.

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